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Tecnologia micro-ondas promete reciclar amianto
27.06.2012Tratar o amianto tornou-se, agora mais fácil. Uma empresa polaca desenvolveu uma tecnologia inovadora de micro-ondas
“Desenvolvemos uma nova tecnologia para o tratamento do amianto e dos materiais que contenham amianto”, informa o presidente do conselho de supervisão da Aton-HT, Ryszard Parosa.
O procedimento é bastante simples: aquecer o amianto num forno micro ondas compacto a uma temperatura de mil graus Celsius.
Depois de “cozinhado” o amianto torna-se inofensivo.
E o forno é portátil, como evidencia Parosa. “A nossa tecnologia pode ser usada num sistema móvel. Isso significa que a nossa máquina pode ser, facilmente, instalada no local onde temos os resíduos. Creio que essa é uma vantagem importante pois não necessitamos de transportar esses resíduos perigosos.”
A tecnologia de micro-ondas ATON-HT assume uma importância especial na Polónia, onde o amianto foi bastante utilizado na construção civil até 1997, altura em que passou a estar proibido.
A vice-presidente da empresa, Ewa Błażejowska avança que “o problema com o amianto é que contém fibras que, se entram no organismo, podem causar cancro ou outras doenças. Com o nosso processo, mudamos a estrutura do material. Como se pode ver, não há fibras no interior mas mantém-se a estrutura mineral. Assim, é seguro para o ambiente e para as pessoas que trabalham com este material. “
A Polónia tem cerca de 15 milhões de toneladas de amianto armazenadas em aterros, à espera de serem recicladas.
Este é um problema ambiental que ameaça a saúde pública e precisa de uma rápida solução.
“Em vez de deixarmos o problema das fibras e de armazenamento para as próximas gerações, podemos lidar com o amianto com a tecnologia de micro-ondas de tratamento térmico,” conclui Ewa Błażejowska.
A tecnologia de micro-ondas ATON-HT foi desenvolvida no âmbito de um projeto da União Europeia. Esta tecnologia permite aquecer o amianto de maneira uniforme eliminando, assim, as fibras.
Uma vez tratado, o produto final pode ser reutilizado de modo bastante fácil como evidencia Ryszard Parosa.
“O produto final pode ser usado, por exemplo, para a reparação das estradas. Pode ser misturado com cimento, podemos fabricar tijolos e assim por diante, mas, principalmente para a reparação de estradas. Isso significa que é uma tecnologia sem quaisquer resíduos no final do processo."
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