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Fibrenamics da Universidade do Minho na Bienal de Veneza

20 set 2016 Notícias

Fibrenamics da Universidade do Minho na Bienal de Veneza

Fibrenamics da Universidade do Minho na Bienal de Veneza

Fibrenamics da Universidade do Minho na Bienal de Veneza

Já há algum tempo se sabia que Portugal tem uma forte presença na Bienal de Veneza através de nomes como Álvaro Siza Vieira, o que provavelmente não se sabe é que a Universidade do Minho também está lá bem representada e num projeto um pouco sui generes: o UIRA, a primeira Vila Olímpica Orbital da história.

A Bienal

A Bienal de Veneza é uma exposição internacional de arte realizada de dois em dois anos, em Veneza, Itália. Este ano decorre de 28 de maio a 27 de novembro.

A Bienal nasceu em 1895 e desde aí que organiza exposições multidisciplinares subdivididas em setores como Arquitetura (Mostra Internacional de Arquitetura), Arte (Exposição Internacional de Arte), Cinema (Festival Internacional de Cinema de Veneza (frequência anual)), Dança (Festival Internacional de Dança Contemporânea), Música (Festival Internacional de Música Contemporânea), Teatro (Festival Internacional de Teatro) e ainda Arquivo Histórico de Arte Contemporânea (Archivio Storico delle Arti Contemporanee – ASAC) que tem como objetivo a conservação do património da Bienal, em todos os seus âmbitos.

A mostra internacional de arquitetura só teve o seu início em 1980, sendo, por isso, este ano a sua 15ª edição.

“Time, Space, Existence”

Este é o tema da exposição que integra a edição de 2016 da Bienal de Arquitetura de Veneza e na qual vão participar três portugueses: Ricardo Oliveira Alves, Nelson Garrido e Paulo Moreira. Mas, para além destes três nomes portugueses, a Universidade do Minho e, em especial, a Plataforma Internacional Fibrenamics também lá têm o seu espaço reservado.

Esta mostra apresenta arquitetos dos seis continentes, ao mesmo tempo que exibe os atuais pensamentos e desenvolvimentos em arquitetura, dando enfoque a questões fundamentais, discutindo conceitos filosóficos como o Tempo, o Espaço e a Existência.

A exposição mostra uma grande diversidade de projetos que combinam apresentações arquitetónicas clássicas com elementos surpreendentemente artísticos. Adicionalmente está a ser apresentada pela primeira vez uma extraordinária combinação de fotografias arquitetónicas. Ao conciliar diferentes pensamentos e abordagens arquitetónicas, esta mostra pretende expandir a consciência humana da existência pessoal como seres humanos num tempo e espaço específico.

Emanuel Dimas de Melo Pimenta é um desses artistas que está a ter a oportunidade de expor os seus trabalhos e é também através dele que a Fibrenamics da Universidade do Minho está lá representada.

Um artista “interplanetário”

Emanuel Dimas de Melo Pimenta é músico, artista e arquiteto e sempre teve uma especial predileção por tudo o que está relacionado com o cosmos e a vida no espaço. Com raízes brasileiras, Emanuel Pimenta desenvolve os seus trabalhos recorrendo à estrutura do pensamento, envolvendo a realidade virtual, a teoria do conhecimento e as neurociências.

Este ano é a sexta vez que participa na Bienal de Veneza, no entanto é a sua estreia na Bienal de Arquitetura.

O seu trabalho intitula-se de “The Infinite of Architecture” e acaba por ser outra mostra, onde estão contemplados vários projetos desenvolvidos pelo artista. Quando questionado acerca do porquê de criar uma mostra dentro de outra (a “Time, Space, Existence”), Emanuel assegurou: “Porque esse é o mundo virtual, do ciberespaço. A minha mostra cobre 35 anos de arquitetura. Em 1980 cunhei o conceito de “arquitetura virtual”. No ano 2000 comecei a trabalhar com arquitetura espacial, para edifícios fora do planeta Terra.”

Um dos projetos centrais da mostra é o UIRA, a primeira vila olímpica orbital da história, que é uma plataforma de conhecimento e criatividade envolvendo universidades, artistas, cientistas, estudantes e investigadores das mais diversas disciplinas. É neste projeto que surge a Universidade do Minho, visto ser nela a centralização do projeto.

Emanuel havia já desenvolvido alguns projetos de arquitetura espacial, tendo em 2011 criado e dirigido o primeiro curso de arquitetura espacial no Brasil, na Universidade de São Paulo. Segundo conta, Emanuel tinha uma relação colaborativa com a Universidade do Minho, mais particularmente com a Plataforma Internacional Fibrenamics, tendo com ela desenvolvido já alguns projetos como “Kairos” e “Pulsar” e, após isso, “surgiu a ideia de criar uma cidade orbital para vinte mil pessoas, toda elaborada em tecidos, com a ajuda de soluções ao nível da nanotecnologia”. Raul Fangueiro, coordenador da Fibrenamics, com vasta experiência na transferência de conhecimento entre as universidades e empresas e especialista em materiais fibrosos, tem apoiado o projeto desde o seu início, bem como Pedro Andrade, professor e especialista em Sociologia da Cultura e Comunicação do departamento de Comunicação e Sociedade, que integra igualmente este projeto.

A Fibrenamics da Universidade do Minho participa neste projeto como Plataforma de investigação no âmbito dos materiais avançados, capazes de responderem de forma eficaz às exigências da sua utilização em condições ambientais tão distintas daquelas em que normalmente são utilizados. Trata-se portanto de um contributo fulcral para que o projeto possa ser concretizado, passando do modelo concetual ao modelo físico, encerrando todas as vertentes idealizadas pelo seu criador. “A revolução que vem ocorrendo ao nível dos materiais, tornando-os cada vez mais capazes de pensarem e atuarem por si próprios em função de estímulos externos, certamente que continuará a originar soluções extremamente desafiadoras para a concretização deste tipo de abordagens seguidas por Emanuel Pimenta”, salienta Raul Fangueiro, coordenador da Fibrenamics.

“Portugal é capaz de liderar um projeto interplanetário”

Sempre que se desenvolve um projeto existe uma mensagem que se pretende passar, um impacto que se quer criar. No âmbito desta mostra, Emanuel Pimenta esclarece que não se limita apenas a uma mensagem, mas a várias. Uma delas é passar a ideia de que Portugal e, especialmente, a Universidade do Minho é capaz de liderar um projeto transdisciplinar a nível planetário. “Isso requer conhecimentos, mas também capacidade de organização”, refere o artista. Além disso trata-se de um projeto colaborativo da sociedade civil. Um sonho para os jovens, e uma plataforma de interação para os mais velhos. Mas ao mesmo, “também se trata de um projeto através do qual muitas soluções importantes para o nosso planeta podem ser descobertas”, assegura ainda. “Podemos liderar um processo de descobertas ao nível científico e não só, tão importantes para o nosso planeta superpopulado e poluído”, remata Emanuel.

No próximo dia 22 de setembro, às 17 horas portuguesas, Emanuel Pimenta fará uma apresentação pública acerca do projeto UIRA na Bienal de Veneza, em Itália, onde dará a conhecer mais pormenores acerca deste mega projeto. A apresentação contará ainda com a participação de Raul Fangueiro, coordenador da Fibrenamics, e de Pedro Andrade, do Departamento de Comunicação e Sociedade.

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