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Gerir eficazmente os resíduos para uma indústria sustentável

15 out 2015 Notícias

Gerir eficazmente os resíduos para uma indústria sustentável

Gerir eficazmente os resíduos para uma indústria sustentável

Artigo de opinião de Luís Veiga Martins – Diretor Geral da Sociedade Ponto Verde

Em Portugal, 7 em cada 10 lares fazem diariamente a separação doméstica de embalagens usadas para reciclagem. O aumento do número de separadores no nosso País reflete o aumento da consciência em relação à importância social, económica e ambiental da reciclagem e das atividades de gestão de resíduos urbanos, que têm atualmente um impacto direto superior a 350 milhões de euros e são responsáveis pela criação de mais de 15.000 postos de trabalho diretos e indiretos. Os dados fazem parte de um estudo promovido pela Sociedade Ponto Verde, entidade que tem como missão organizar e gerir – em nome dos embaladores/importadores, distribuidores, fabricantes de embalagens e materiais de embalagem – a retoma e valorização dos resíduos de embalagens através da implementação do Sistema Ponto Verde.

Esta mudança de mentalidades, que se operou nos últimos 20 anos e espelha o envolvimento dos diversos intervenientes do setor dos resíduos, das autarquias às empresas, passando pelas empresas distribuidoras e pelo cidadão, é fundamental para o desenvolvimento de uma indústria sustentável, uma vez que potencia uma gestão mais eficiente e reduz os impactes ambientais decorrentes da extração de novos recursos naturais. Sabe-se que uma parte significativa dos resíduos urbanos pode ser alvo de reutilização e valorização material e, como tal, deve ser devolvida à economia como um recurso secundário.

De acordo com a Comissão Europeia, estima-se que as melhorias de eficiência na utilização dos recursos em todas as cadeias de valor da indústria possam reduzir as necessidades de novos materiais de 17 % a 24 % até 2030, e que a melhor utilização dos recursos permita uma poupança potencial de 630 mil milhões de euros por ano para a indústria europeia.

Por outro lado, acredita-se que a produtividade dos recursos possa melhorar em 30 % até 2030 e que, por sua vez, esse aumento da produtividade dos recursos permita o incremento do produto interno bruto da União Europeia em 1 % e a criação de novos postos de trabalho.

O novo pacote para a Economia Circular e a concretização das metas nacionais e europeias na área da reciclagem e valorização de resíduos vão obrigar à otimização dos recursos materiais e energéticos, promovendo a sustentabilidade ambiental, económica e social dos países, em particular na Europa.

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