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"O futuro da indústria nacional passará pelo investimento na descarbonização, eficiência energética, conversão digital e adoção de mecanismos de circularidade"

13 mai 2022 Notícias

"O futuro da indústria nacional passará pelo investimento na descarbonização, eficiência energética, conversão digital e adoção de mecanismos de circularidade"

"O futuro da indústria nacional passará pelo investimento na descarbonização, eficiência energética, conversão digital e adoção de mecanismos de circularidade"

"O futuro da indústria nacional passará pelo investimento na descarbonização, eficiência energética, conversão digital e adoção de mecanismos de circularidade"

Em exclusivo à Fibrenamics, Célia Vilas Boas, Diretora Executiva da BioRumo, coloca em perspetiva o futuro da indústria nacional, revela a sua opinião sobre o papel dos centros de investigação/universidades e ainda apresenta projetos da BioRumo, na área da sustentabilidade. Este artigo, corresponde à 2ª parte desta entrevista.

4. Como perspetiva, em 2050, a indústria nacional?

De acordo com o Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, as emissões da indústria representam cerca de um quinto das emissões nacionais, sendo que 62% estão associadas à queima de combustíveis fósseis e 38% a emissões inerentes ao processo. Destas indústrias fazem parte, entre outras, a indústria de pasta de papel, química e mineral (cimento, cal, vidro, cerâmica). Por esta mesma razão, a descarbonização do setor industrial torna-se fulcral para que Portugal consiga cumprir com o compromisso assumido: atingir a neutralidade carbónica até 2050.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tem como uma das suas grandes apostas a descarbonização do setor industrial e empresarial aliado à promoção de uma mudança de paradigma na utilização de recursos.

Os fundos deste Plano, bem como outros apoios comunitários, são uma oportunidade de investimento na transição climática do setor industrial português, fomentando alterações estruturais de baixo carbono no seu processo produtivo e tecnológico (por exemplo, tecnologias de captura e armazenamento de carbono), adotando medidas de eficiência energética com a incorporação de gases renováveis na indústria (como o hidrogénio verde), utilização de materiais reciclados nos seus processos produtivos, incorporação de energia proveniente de fontes renováveis e armazenamento de energia.

Portanto, o futuro da indústria nacional passará pelo investimento na descarbonização do setor, eficiência energética, conversão digital para a Indústria 4.0 e adoção de mecanismos de circularidade nos processos e recursos utilizados. Sendo que, em 2050, já se poderá prever este cenário, visto que Portugal dispõe de recursos humanos qualificados, fontes renováveis relevantes a baixo custo e de um posicionamento privilegiado.

5. Que papel assumem, na sua opinião, as Universidades nesta problemática? Considera que deverão ser elas, em ligação com as empresas, as grandes responsáveis pelo desenvolvimento e apresentação de soluções sustentáveis para o tecido empresarial português?

O apoio à investigação e inovação, através de financiamentos comunitários, é fulcral para alavancar as empresas, fomentando o incentivo ao desenvolvimento de novos projetos e de soluções inovadoras relacionados com a temática da sustentabilidade.

Torna-se, deste modo, importantíssimo estabelecer uma colaboração entre as universidades/centros de investigação e as empresas, alinhando a capacidade de investigação e desenvolvimento e as necessidades concretas de inovação no mercado.

Desta forma, ambas as entidades conseguirão obter vantagens mútuas, acedendo ao conhecimento e pensamento crítico existente, partilhando riscos e custos, e terem ainda acesso a recursos humanos altamente qualificados, em prol de projetos que originem produtos e serviços sustentáveis que possam ser colocados no mercado.

6. Dentro da temática da economia circular, que projetos da BioRumo é que a gostaria de destacar?

Ao longo destes anos temos desenvolvido vários projetos relacionados com a temática ambiental, sendo a economia circular um deles.

Podemos destacar os mais recentes, nomeadamente: o da empresa parceira Resíduos Nordeste,   “Educar Para Uma Economia Circular”,  que promove a sensibilização para as boas-práticas no âmbito, da reutilização, compostagem, redução de embalagens e redução do desperdício alimentar;

A campanha de recolha de resíduos de embalagem com fim solidário, “Toneladas de ajuda”, dirigido aos alunos do primeiro ciclo ao ensino secundário, promovida pela SULDOURO;

Os projetos “Reciclar Vale Mais” e “Comércio a Reciclar” do Grupo EGF que sensibilizava e informava os cidadãos para a importância de separar corretamente os resíduos contribuindo para uma economia circular;

Também a BioRumo, em parceria com a Fibrenamics, desenvolveu o projeto “Repensar os Plásticos” dirigido ao tecido empresarial, que consistia na realização de várias auditorias que resultaram em propostas de melhoria de produção, contribuindo para uma economia circular, com enfoque nos plásticos.

Por último, com a empresa gestora de resíduos, Lipor, temos estado em vários municípios com um ecocentro móvel, a sensibilizar a população para separar correctamente novos resíduos, nomeadamente: rolhas de cortiça, cds/dvs, resíduos de papel não embalagem, pilhas e acumuladores portáteis, resíduos de pequenos equipamentos eléctricos e electrónicos, lâmpadas normais e tubulares, tinteiros e toners e embalagens contaminadas.

Contribuímos ativamente para que as empresas possam dar o seu contributo rumo a um planeta mais sustentável, e orgulhamo-nos disso.

 

Veja a 1ª parte desta entrevista aqui.

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