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“O Norte 2020 é o programa que dispõe de mais dinheiro no país”

18 jul 2015 Notícias

“O Norte 2020 é o programa que dispõe de mais dinheiro no país”

“O Norte 2020 é o programa que dispõe de mais dinheiro no país”

“O Norte 2020 é o programa que dispõe de mais dinheiro no país”

A FNAC do Braga Parque recebeu, na noite de sexta-feira, a última sessão do ciclo de tertúlias Fibrenamics “Produtos Inovadores com Fibra”. Depois de as anteriores seis sessões terem debatido a forma como foram desenvolvidos, financiados e como se processou a transferência de alguns produtos inovadores para o mercado, a sétima e última sessão foi dedicada ao debate de balanço do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) e às oportunidades de financiamento do Portugal 2020. A tertúlia juntou cerca de duas dezenas de pessoas, entre as quais Carlos Neves, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Filipe Soutinho, CEO da IDT Consulting, e ainda Raul Fangueiro, coordenador da Plataforma Fibrenamics da Universidade do Minho (UM).

Carlos Neves começou por dizer que “o QREN trouxe muita coisa boa”, e que “a nossa economia demonstra hoje a mais valia de termos mais intensidade de conhecimento nas empresas”. Raul Fangueiro concordou com o seu colega de debate, afirmando que o QREN “trouxe os instrumentos necessários para fazer a ligação Universidade-Empresa”. O coordenador da plataforma Fibrenamics da UM disse ainda que “passamos do paradigma da qualidade para o paradigma da inovação” e explicou que “para criar inovação é preciso conhecimento”. Filipe Soutinho, consultor que ajuda muitos empresas no âmbito destes quadro de financiamento, foi peremptório ao afirmar que “a inovação é uma das melhores formas de ganhar dinheiro”, e que é muito interessante perceber o que aconteceu aos sectores ditos tradicionais. De fato, segundo dados apresentados por Filipe Soutinho e corroborados por Carlos Neves, os sectores tradicionais como a têxtil e o calçado superaram as expectativas ao aproveitar o conhecimento para acrescentar valor aos seus produtos.

Sobre o futuro, o painel de oradores mostrou-se unanimemente optimista, dizendo que agora que a cultura inovadora está instalada “o foco é fazer com que o conhecimento produzido chegue às empresas”, segundo Carlos Neves. Filipe Soutinho aponta que ainda há algumas falhas no programa, como o fato de ainda não se conhecerem “todas as regras do jogo” relativamente ao usufruto dos fundos, mas reconhece que foram feitas grandes melhorias de um quadro para o outro. Essas melhorias também se devem aos bons resultados, e segundo o vice-presidente da CCDR-N, “o Norte 2020 é o programa que dispõe de mais dinheiro no país”. Raul Fangueiro também reconheceu o trabalho das entidades gestoras dos programas, mas deixou claro que, na sua opinião, “o QREN já chegou para mostrar quem tem resultados” e que está na altura de sermos pragmáticos e apostar nas instituições que efectivamente os apresentam, dando como exemplo de excelência o trabalho da Universidade do Minho, da plataforma Fibrenamics e de outras, que são exímias nas relações Universidade-Empresa, trazendo para o mercado inovações que importam. Aliás, o sucesso dos projetos da Fibrenamics passa pelo paradigma ‘market oriented research’, que, apontou, foi uma das grandes falhas do QREN: “o pouco suporte às empresas para a colocação dos produtos no mercado”. A fechar o debate, Carlos Neves reconheceu que há trabalho a fazer, mas deixou o alerta: “esta ideia de que os fundos podem resolver todos os nossos problema é falaciosa”.

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